AGENDA SINCABIMA

Reunião de Diretoria do Sincabima

O Sincabima realiza, no dia 12 de dezembro, às 16h, em sua sede, a última reunião de diretoria do ano. Após a reunião, haverá um jantar de confraternização com os participantes.

SERVIÇO

Reunião de Diretoria do Sincabima

Data: 12 de dezembro de 2017 (terça-feira)

Horário: 16h

Local: Sede do Sincabima – Rua General Teodorico Guimarães, 303, Fanny, Curitiba (PR)

Para mais informações entre em contato pelo telefone (41) 3569-5692 ou pelo e-mail consultoria@sincabima.org.br.

Inovação e sustentabilidade no foco da indústria do Paraná

Inovação e sustentabilidade são dois conceitos que, na realidade do mercado global atual, precisam estar no centro das estratégias de qualquer indústria, independente de seu setor ou porte. Investir em boas práticas nessas duas áreas é garantia de diferencial competitivo para as empresas, revertendo-se em maior valor agregado aos produtos, geração de mais empregos de qualidade e de riquezas para toda a sociedade.

É por isso que o Sistema Fiep coloca como uma de suas prioridades a oferta de soluções que contribuam para que a indústria do Paraná cresça de maneira cada vez mais inovadora e sustentável. Investimento em estruturas de apoio à pesquisa e desenvolvimento, auxílio na busca por novidades tecnológicas e promoção de consultorias e eventos que possibilitem a troca de informações e conhecimento são algumas das ações para se criar uma cultura de inovação e sustentabilidade nas empresas.

Mapeamento estratégico

Nesse contexto, traçar um panorama da disseminação de práticas inovadoras e sustentáveis na indústria do Paraná é, portanto, uma ação estratégica para nortear o trabalho do Sistema Fiep. Mais do que isso, é um instrumento para mobilizar todos os atores, públicos e privados, envolvidos nos esforços para o desenvolvimento econômico e social do Estado.

Para isso, os Observatórios Sistema Fiep – área da instituição que se dedica à prospecção, planejamento e articulação com vistas ao crescimento da indústria paranaense – desenvolveram duas pesquisas com metodologias inéditas. Realizadas em plataformas on-line, as Bússolas da Inovação e da Sustentabilidade trazem um importante diagnóstico sobre a disseminação de boas práticas nessas duas áreas no Paraná.

As indústrias participantes dos estudos realizaram uma auto-avaliação, recebendo imediatamente um resultado personalizado, com orientações e informações para suas tomadas de decisão. A consolidação estadual dos dados dos levantamentos foi apresentada durante a semana que passou. Confira abaixo alguns dos principais indicadores revelados.

Bússola da Inovação – 3ª Edição

  • 503 indústrias pesquisadas
  • 19 setores industriais
  • 91 municípios
  • 78% micro e pequenas indústrias

Principais resultados:

  • 52% das indústrias realizam atividades de pesquisa e desenvolvimento
  • 59% utilizam recursos próprios para inovar
  • 55% das inovações foram para criação de novos produtos
  • 36% investem acima de 5% do faturamento em inovação
  • 43% obtêm acima de 5% do faturamento graças às inovações desenvolvidas

Bússola da Sustentabilidade – 1ª Edição

  • 154 indústrias pesquisadas
  • 20 setores industriais
  • 48 municípios
  • 75% micro e pequenas indústrias

Principais resultados:

  • 38% das indústrias investem em pesquisa, desenvolvimento e inovação para sustentabilidade
  • 38% consideram aspectos de sustentabilidade no planejamento e gestão empresarial
  • 43% estão engajadas em ações associativas para melhoria da sustentabilidade na indústria

Para conhecer os resultados completos das pesquisas, acesse:

bussoladainovacao.org.br e bussoladasustentabilidade.org.br

Fonte: http://www.fiepr.org.br/News95content359407.shtml

Decreto regulamenta isonomia na obrigação de implantação de logística reversa

* Por Alessandro Panasolo e Camila Balbinot

Após a edição da Lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS em 2010 foram definidas as principais diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos.

Agora, no dia 24 de outubro de 2017, o Governo Federal editou o Decreto nº 9.177/17, que estabelece normas para assegurar a isonomia na fiscalização e no cumprimento das obrigações imputadas aos fabricantes, aos importadores, aos distribuidores e aos comerciantes de produtos, seus resíduos e suas embalagens sujeitos à logística reversa obrigatória.

O Decreto estipula a obrigação aos não signatários de acordo setorial ou termo de compromisso firmado com a União de estruturar e implementar sistemas de logística reversa, impondo as mesmas obrigações dos signatários e aderentes de acordo setorial firmado com a União.

Tais obrigações referem-se às etapas de operacionalização, aos prazos, às metas, aos controles e aos registros da operacionalização dos sistemas de logística reversa, aos planos de comunicação, às avaliações e aos monitoramentos dos sistemas, às penalidades e às obrigações específicas imputáveis aos fabricantes, aos importadores, aos distribuidores e aos comerciantes.

Cabe destacar que o referido Decreto reafirma a possibilidade para implementação de sistema de logística reversa próprio, por termo de compromisso, para aqueles que optarem por não aderir aos acordos setoriais.

Ainda é preciso lembrar que em caso de descumprimento das obrigações legais pelos signatários, aderentes e não signatários dos acordos setoriais ou termos de compromisso serão aplicadas as penalidades previstas na legislação ambiental.

* Alessandro Panasolo e Camila Balbinot são advogados do escritório De Paola & Panasolo Sociedade de Advogados. Contatos: alessandro@dpadv.com.br | camila@dpadv.com.br

A presente publicação possui caráter exclusivamente informativo, não contém qualquer opinião, recomendação ou aconselhamento legal do De Paola & Panasolo Sociedade de Advogados a respeito dos temas aqui abordados.

Gel Fruta é a nova associada do Sincabima

Empresa é especializada na produção de geladinhos, comercializados em seis estados brasileiros

A Gel Fruta Indústria e Comércio de Alimentos LTDA, que tem sede em Colombo (PR), é a mais nova associada ao Sincabima. Fundada em 1999, a Gel Fruta é especializada na produção e comercialização de geladinhos e atende os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os geladinhos são produzidos em oito sabores diferentes, com vários tipos e tamanhos de embalagens. A empresa foi criada pelos irmãos Valdir e Vilmar Rocha, que já trabalhavam com a produção de geladinhos antes de fundar a empresa.

A associação ao Sincabima foi realizada há cerca de dois meses. Antes, a Gel Fruta era associada apenas à Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), segundo o sócio-proprietário e diretor da Gel Fruta, Valdir Rocha. “Aderimos ao Sincabima e, posteriormente, ao InPAR [Instituto Paranaense de Reciclagem] para implantar um sistema de logística reversa, que sempre foi uma de nossas preocupações. As empresas precisam contribuir para recolher e reciclar as embalagens que colocam no mercado, seja direta ou indiretamente, como é o nosso caso”, conta.

O diretor diz que, apesar de ter tido pouco tempo para avaliar, está satisfeito com a qualidade das informações e dados sobre o setor alimentício que recebeu do Sincabima até o momento. “Ainda não participamos de muitas atividades, mas a expectativa é muito boa”, avalia.

 

Atualizações de normas do setor alimentício

Seminário realizado pelo Sincabima apresenta detalhes sobre as normas IFS Global Markets 2, IFS Food 6 e Alergênicos para empresas da área de alimentos

O Sincabima realizou, no dia 9 de novembro, em sua sede, em Curitiba (PR), um seminário para a apresentação detalhada das normas IFS Global Markets 2, IFS Food 6 e Alergênicos – RDC 26 de 2015 para o setor alimentício. Desde 2003, a IFS (International Featured Standards) se destaca como norma líder para a cadeia de abastecimento alimentar.

Segundo a assessora técnica no Sincabima, Patrícia Amarante, há um movimento na indústria que busca ampliar a lucratividade e a competitividade no mercado. “Uma das alternativas é produzir produtos de marca própria, mas para isso a empresa precisa passar por várias auditorias voltadas à qualidade e à segurança de alimentos, seguindo normas como IFS, BRC ou FSSC 22000”, detalha. Depois de certificadas, as empresas passam normalmente por apenas uma auditoria anual e podem produzir para diversas marcas próprias. Com isso, ganham mais visibilidade no mercado.

A assessora explica que é uma tendência do mercado as indústrias obterem certificações, principalmente porque os consumidores estão mais atentos e exigentes. “No entanto, qualidade e segurança de alimentos não são consideradas mais um diferencial, e sim o mínimo necessário para a indústria”, pondera. Um ponto de destaque da IFS, segundo Patrícia, é que as empresas certificadas pela norma passam a fazer parte de um banco de dados, disponível para varejistas, grandes fabricantes, autoridades e empresas certificadas através do portal da IFS, o que amplia possibilidades de parcerias internacionais.

Controle de alergênicos

A coordenadora técnica de auditorias de segunda parte da SGS Brasil, Rosinely Martins, falou durante o encontro a respeito do programa de controle de alergênicos RDC 26, de 2015. Segundo ela, o controle já é feito e auditado há anos, inclusive no Brasil, e a legislação de 2015, portanto, tem como foco a padronização da informação. “O que mudou a partir da publicação destas normas é que a indústria passou a ter ciência sobre quais alergênicos precisam ter maior atenção, de acordo com a Anvisa, que são as proteínas que causam mais danos à saúde do consumidor aqui no Brasil”, expõe.

No caso do controle de alergênicos, a auditoria não é focada no produto, mas no sistema de gestão da empresa. “Nós avaliamos os procedimentos, a metodologia, como a empresa controla alergênicos na sua rotina e como os funcionários foram treinados, ou seja, vai além do controle analítico do produto”, explica Rosinely.

Para a especialista, eventos como este são importantes para a indústria, porque trazem orientações sobre o contato com o consumidor, que se informa por meio dos rótulos, propagandas, ações de marketing e eventos que as empresas realizam. “É fundamental que não só os órgãos de regulação, mas a indústria e as partes envolvidas orientem e envolvam cada vez mais o consumidor no assunto”, recomenda.

Balanço positivo

O evento contou com a participação de 19 representantes de dez empresas do Paraná e também de estados vizinhos, como a Pamplona Alimentos, de Santa Catarina. Segundo a gerente de Qualidade da indústria, Daiana Minatti, implantar as normas do IFS e certificar a empresa é uma das metas para 2018. “Nós já temos algum conhecimento a respeito, mas trouxemos colaboradores para terem acesso às informações e auxiliarem na implantação. Foi muito bom o Sincabima ter promovido este evento próximo de nós, porque geralmente os cursos sobre o tema são realizados em São Paulo”, diz.

A gerente de Qualidade da Lightsweet, Sorrailla Carolina Abrão, veio de Maringá para o encontro.  A empresa já tem implantada a norma do BRC (British Retail Consortium) – certificação em Segurança Alimentar –, mas pretende aperfeiçoar ainda mais seus procedimentos. “As indústrias estão em busca de melhorias e diferenciais no mercado e, hoje, estas certificações são como pré-requisitos para nós”, comenta.

Para Sorrailla o treinamento foi positivo, porque trouxe informações não apenas teóricas, mas também voltadas à prática e ao cotidiano das indústrias. “O Sincabima tem contribuído muito para o crescimento das indústrias. Talvez, se não fosse por ele, não teríamos a oportunidade de compartilhar as melhores práticas e experiências, nem teríamos acesso a este conhecimento técnico”, avalia.

A coordenadora técnica de auditorias da SGS Brasil, Rosinely Martins e a assessora técnica no Sincabima, Patrícia Amarante

Seminário para a apresentação detalhada das normas IFS Global Markets 2, IFS Food 6 e Alergênicos – RDC 26 de 2015 para o setor alimentício